Dulce María confirma turnê no Brasil e estreia novo clipe – “Ya No”.

25/05 – Fortaleza
26/05 – Recife
27/05 – Brasília
28/05 – Rio de Janeiro
29/05 – São Paulo
30/05 – Porto Alegre

Veja o clipe: http://www.youtube.com/watch?v=uPV5Zb8e134&feature=player_embedded

Realização: Rafael Reisman Produções – www.rrpro.com.br

Fonte: Universal Music – http://universalmusic.com.br/letsshuffle/?p=1377

Rafael Reisman – Por Gustavo Gantois

Hoje aqui no blog vamos conferir uma matéria super bacana, por Gustavo Gantois, da revista Istoé Dinheiro.

Aprendiz de patrão
Como o chofer do criador do Rock in Rio se tornou o maior produtor de espetáculos de Brasília
Ana Paula Paiva
Rafael Reisman: Tudo começou com a venda de uma bicicleta

A velha máxima de que o Brasil é o país das oportunidades, por vezes soa piegas. Mas em Brasília há um exemplo prático do sucesso empresarial que um homem pode obter suando a própria camisa. Ex-chofer do empresário Roberto Medina, mentor do Rock in Rio, o produtor cultural Rafael Reisman, de 33 anos, está atraindo as atenções de empresas consolidadas no ramo do entretenimento. O motivo? Em menos de dois anos, ele criou do nada dois festivais de música na capital federal e “roubou” de grandes produtoras artistas internacionais que desembarcam por essas bandas – entre eles, Alanis Morissette, Billy Paul, Diana Krall e Simply Red. Na sua mais recente tacada, atropelou a multinacional mexicana CIE e faturou o contrato para trazer o cantor americano Lenny Kravitz. “As empresas do exterior estão investindo em mim, querendo criar concorrência no País”, analisa Reisman. “Colocamos Brasília no roteiro e estamos entortando o eixo Rio–São Paulo”, brinca.

Estrelas pop Reisman já produziu shows de Diana Krall (acima) e Alanis Morissette (à dir.). Para trazer Lenny Kravitz (à esq.) desbancou uma multinacional

Hoje, o empresário dá risadas de suas aventuras. Mas percorreu um longo caminho até chegar aos palcos. Filho de engenheiro que chegou a Brasília ainda na construção da cidade, Reisman tinha 15 anos quando vendeu uma bicicleta para ir ao Rio de Janeiro assistir à primeira edição do Rock in Rio. “O Medina foi um mágico de inventar aquilo”, derrete-se. “O Rock in Rio representa a abertura da América Latina para eventos de grande porte.” O megafestival mudaria para sempre a vida de Reisman. Voltando a Brasília, ele partiu para Los Angeles a fim de tentar uma carreira artística. Tinha uma banda formada por amigos que conheceu em Israel. Não deu certo. “Fiquei com 400 dólares na mão e fui morar em cima de um banheiro”, lembra Reisman. Ficou vinte dias ali. Entre suas andanças, conheceu o curso de fotografia do renomado Brooks Institute, em Santa Barbara. Decidiu fazer as aulas, que custavam US$ 4 mil mensais. Voltou ao Brasil para vender um terreno do pai e custear a faculdade. Até então só conhecia Medina de nome. Mas, ao retornar aos EUA, uma dessas inexplicáveis coincidências da vida aconteceu.

Reisman foi surpreendido por um telefonema: “Oi, aqui é o Roberto Medina”, disse a voz do outro lado da linha. O empresário estava indo a Los Angeles negociar contratos para o Rock in Rio 2. Conseguira o telefone de Reisman por meio de uma amiga em comum, Paula Manga, filha do diretor da TV Globo Carlos Manga. Reisman ficou pasmo. O que Medina podia querer? “Me contratar como motorista particular”, conta o jovem aprendiz.

O trabalho de chofer se transformou em amizade e Medina acabou cedendo a Reisman os direitos de imagem do festival. Cobrou apenas um preço simbólico: US$ 1. De posse do contrato, Reisman foi à fabricante de equipamentos fotográficos Polaroid negociar a estrutura de cobertura fotográfica do evento. Ao final, tinha transformado o pequeno investimento em mais de US$ 160 mil. “Me capitalizei para os meus sonhos”. Anos depois, quando Medina já promovia o Rock in Rio 3, foi a vez de Reisman procurá-lo. O pupilo já havia arranjado um gordo patrocínio com a mesma Polaroid.

Em 2001, ele decidiu montar a sua própria produtora. Começou com shows de pequeno porte, mas sempre atraindo interesse na mídia. Foi então que começou a nutrir a idéia de um festival nos moldes do imaginário adolescente. Assim nasceu o Brasília Music Festival (BMF). À procura de dinheiro, bateu à porta de várias empresas, com uma estratégia simples porém eficiente. “Eu chegava com um projeto que mostrava bandas como Simply Red e Pretenders”, conta Reisman. “Era gente que eles conheciam.” Arrematou mais de R$ 4 milhões em cotas de patrocínio. Em três dias de evento, faturou R$ 14 milhões e recolheu outros R$ 4 milhões em impostos. O BMF já rendeu até um filhote, o BMFeletronic, voltado para a música eletrônica. No caso do evento-mãe, a edição deste ano já tem 90% das cotas de patrocínio vendidas e será realizada em quatro noites. “Estamos nos consolidando e chamando a atenção”, diz Reisman, repetindo suas palavras preferidas. Neste ramo, de fato, as luzes são tudo. E Reisman já as tem apontadas para si. “O mercado de shows tem um espaço muito grande para crescer. Principalmente para promotores como o Rafael Reisman, que é um sujeito ousado, determinado e que corre atrás”, elogia o “mestre” Medina.